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PROTESTE conquista no CONAR vitória contra Sococo e Ducoco

por em02 Outubro 2017 42 acessos
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Na última terça-feira, 26, a PROTESTE – Associação de Consumidores – conquistou no CONAR (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) vitória contra duas marcas de água de coco testadas pela Associação neste ano. De acordo com a análise da PROTESTE, as embalagens das marcas Ducoco e Sococo podem confundir o consumidor e induzi-lo em erro.

A água de coco é uma bebida pouco calórica (em média 19 Kcal/100 ml), e refrescante, com sabor agradável, conhecida mundialmente e muito apreciada, principalmente nas regiões litorâneas do Brasil. Seu consumo vem aumentando nos últimos tempos, principalmente devido aos inúmeros benefícios oferecidos ao organismo humano, como tratamento de distúrbios intestinais, hidratação e fornecimento de minerais (potássio, sódio, magnésio, cálcio e potássio).

Segundo os dados do instituto de pesquisa Nielsen, as vendas de água de coco em caixinha cresceram 16% no Brasil entre janeiro e novembro de 2015. Dados da Sindcoco (Sindicato Nacional dos Produtores de Coco do Brasil) sinalizam um crescimento de 15% a 20% ao ano nos últimos cinco anos.

Por isso, a PROTESTE avaliou pela primeira vez, seis marcas de água de coco vendidas em território nacional. Foram avaliadas as marcas Do Bem, KeroCoco, Obrigado, Coco do Vale, Sococo e Ducoco em quesitos como: rotulagem, acidez, presença de açúcar e micro-organismos, além da análise sensorial .

O teste identificou que, algumas afirmações presentes no rótulo, como “sem conservantes” e “100% Água de Coco”, podem induzir o consumidor a uma interpretação errada. É o caso da Sococo, vendida como um produto natural, mas que traz entre os seus ingredientes sacarose (para padronização do produto) e metabissulfito de sódio (substância que pode inclusive desencadear crises de asma em pessoas que sofrem da doença).

A marca Ducoco traz a mensagem “100% praia”, mas o produto sofre padronização (com frutose) e utiliza antioxidante (INS 224 - Metabissulfito de potássio).

De acordo com a decisão do CONAR, todas as violações, citadas anteriormente, devem ser alteradas, pois a adição de substâncias adicionais, em ambos os casos, contrariam as afirmações “sem conservantes” ou “100% água de coco”, presentes nas embalagens.