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Faleiro cresce 30% no mercado de marcas próprias superando a já crescente expansão do setor

por em12 Setembro 2017 29 acessos
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Faleiro Faleiro Bruno Lavorato

 

Marcas próprias passam a ser opção de consumidores em meio à crise econômica do país. Segmento no Brasil tem aumento de 13% de 2016 em relação a 2015 e indústria de alimentação Faleiro cresce mais que o dobro da média nacional

 

A crise econômica brasileira tem promovido mudanças nos hábitos de consumo, uma delas é a troca de marcas de fabricantes já consolidados pelo uso de produtos de marca própria. O segmento, geralmente com preços mais competitivos, em média 13% menores, tem crescido e se tornado uma alternativa mais viável financeiramente para o consumidor. De acordo com o último Estudo sobre Marcas Próprias no Brasil, feito pela Nielsen, esse mercado teve uma expansão de 13,4% em 2016 frente a 2015. O faturamento do setor passou de 1,3 bilhão em 2003 para R$ 4,3 bilhões em 2015.

A Faleiro é um exemplo de empresa destaque no setor. Especializada em refeições prontas, salgados e sobremesas congeladas, a indústria mineira apostou nas marcas próprias e no último ano em relação a 2015 cresceu mais que o dobro da média nacional, atingindo 30% de expansão.

Antônio Faleiro Neto, diretor da Faleiro explica a visão de mercado da empresa. “Para a linha de pratos prontos e sobremesas, olhamos o mercado de marcas próprias como o mais relevante para o nosso negócio. A oferta de sobremesas, por exemplo, principalmente nas grandes redes de franquias em alimentação, é visivelmente deficitária em oferta de produtos, padronização e consequentemente pouco trabalhada no ponto de venda. É nesse sentido que a Faleiro pode auxiliar no desenvolvimento da categoria, através de produtos inovadores e que os consumidores desejariam ter, mas que não há uma indústria ofertando.”

Outro diferencial da Faleiro é a estratégia voltada para a necessidade do varejista. “Somos uma empresa 100% aberta em desenvolver novos produtos. Para isso contamos com um time de inteligência e desenvolvimento voltado para a inovação. Podemos criar para o cliente produtos que não temos em linha de produção com exclusividade”, comenta Antônio Faleiro Neto.

Com o objetivo de desenvolver alimentos sem conservantes e com a marca do estabelecimento, a empresa garante a segurança dos processos, afim de manter a credibilidade que os contratantes de produtos de Marca Própria possuem frente a clientes e consumidores. “Para manter a qualidade dos produtos temos uma indústria já certificada e que pretende implantar a IFS em dezembro de 2018”, ressalta Antônio Neto. A International Feature Standards (IFS) tem um reconhecimento internacional que permite a criação de uma imagem de marca no setor alimentar, construindo a confiança dos consumidores e abrindo caminho para novas oportunidades de mercado.

Recentemente a Faleiro lançou mais uma novidade no mercado de marcas próprias. Na última semana a empresa apresentou, durante a Expopostos em São Paulo, as refeições prontas congeladas: filezinho suíno com molho barbecue, arroz branco e batatas rústicas e ainda, o bife à rolê com purê de batata e arroz branco para a BR Mania.

As marcas próprias também têm sido mais escolhidas nos itens básicos. Produtos como papel higiênico (25%), feijão (19%), óleos para cozinhar (18%), açúcar (15%) e arroz (15%) foram os que mais contribuíram para o crescimento maior do que as marcas de fabricantes, 13,4% e 9,6% respectivamente, no ano passado.

Antônio Faleiro Neto ressalta que as marcas próprias ainda tem muito potencial de crescimento. “O mercado a ser explorado é enorme, estamos engatinhando ainda neste modelo de negócios no país”, comenta. A pesquisa da Nielsen também revelou que o mercado de marcas próprias no país é um dos mais baixos do continente sul-americano (7,9%) e está distante da média global (16,1%), não ultrapassando 5% de participação.

Entre os motivos estão a concentração desse segmento nas grandes redes varejistas, que são menos representativas no Brasil que em outros países latino-americanos; dificuldades de logística e de encontrar fornecedores com boa capacidade produtiva e à falta de gestão de marca, visando não somente a disponibilização do produto na gôndola e definição de preço, mas também aspectos como definição estratégica da marca e comunicação ao consumidor.

Última modificação em 12 Setembro 2017