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Acne na adolescência: Ela atinge 90% dos adolescentes e metade dos adultos

por em04 Dezembro 2017 475 acessos
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Espinha na adolescência Espinha na adolescência Divulgação/Ascom Pro

Conhecer o seu tipo de pele - seca, mista ou oleosa – é importante para prevenir cravos e espinhas, um problema que atinge 90% dos adolescentes e metade da população adulta.

A acne é a principal queixa em alguns consultórios dermatológicos do país, e acomete principalmente os adolescentes. É caracterizada pelo aparecimento de muitos comedões (cravos) fechados ou abertos (aquele pontinho preto), além das pápulas (bolinhas vermelhas), pústulas (pontinhos de pus) e nódulos (as bolinhas internas, inflamadas, doloridas e às vezes, cheias de pus). Quando a acne desinflama, pode deixar manchas acastanhadas ou rosadas, e nos piores casos (com muita inflamação), cicatrizes inestéticas de difícil tratamento. E esse aspecto pode varias entre os adolescentes. Alguns podem ter muitos cravos e poucas espinhas, outros muitas espinhas e poucos cravos, outros mais nódulos (espinhas internas), etc.

Sua frequência na adolescência é bem alta, mais de 60% nas mulheres e 70% nos homens. Entretanto ela começa mais cedo nas meninas (por volta dos 12 anos) que nos meninos (por volta dos 14 anos).  Acontece mais nos brancos que nos afro-descendentes e orientais, e acontece menos nos países com alimentação mais saudável, rica em alimentos naturais.

No fim da adolescência (em torno dos 21 anos), é esperado que as espinhas acabem ou reduzam muito. Entretanto, a  persistência da acne pode acontecer mais comumente nas mulheres na fase adulta, é a chamada acne da mulher adulta. Isso acontece por distúrbios hormonais muito comuns, que geram a produção de hormônios masculinos pelos ovários ou suprarrenais das mulheres, como a síndrome dos ovários policísticos. Por isso, nas mulheres, muitas vezes é interessante realizar exames de investigação hormonal. A paciente pode ter síndrome dos ovários policísticos mesmo quando não é visto cisto no ovário ao ultrassom.

Além da questão hormonal , outros fatores contribuem para surgimento de cravos e espinhas. A predisposição genética é fator fundamental. O quadro psicológico também é agravante: ansiedade, estresse e depressão geram substâncias que estimulam aparecimento de espinhas.

Alimentação entra como papel fundamental: alimentos ricos em açúcar e proteínas do leite em excesso desencadeam o problema. Merece destaque aqui, o whey protein, suplemento proteico muito difundido entre os jovens, que causa muitas espinhas!

Alguns remédios de tomar também podem ocasionar espinhas, principalmente os anabolizantes, além de corticoesteroides, alguns anticoncepcionais, isoniazida, vitamina B12, lítio, ciclosporina, fluconazol, tiouracil, difenil-hidantoína, entre outros. Os remédios de passar, hidratantes, cosméticos, óleos, maquiagens, condicionadores, máscaras  e filtro solares de base oleosa e pesada também pioram a doença.

O tratamento da acne se baseia na mudança dos fatores ambientais e hábitos de vida implicados já citados e uso de medicação. Nos casos apenas com cravos e inflamação com espinhas mais discretas devem ser tratados com remédios tópicos (de passar) e sabonetes. Nos casos mais graves é importante fazer uso de medicação oral (como isotretinoína e ciclinas, por exemplo), com melhora mais rápida, evitando surgimento de cicatrizes.

No caso das adolescentes do sexo feminino, podemos lançar mão do uso de anticoncepcionais orais específicos, com grande auxílio na melhora. Vale lembrar que algumas marcas de contraceptivo (pílula) pioram, e outra melhoram a acne.

O uso de esfoliantes caseiros e máscara de argila são úteis às vezes mas devem ser realizados com cautela para não irritar a pele. Peelings químicos, de diamante e limpeza de pele também ajudam na melhora das lesões.

Dr. Tiago Silveira - CRM:863971/RJ

Sobre o Dr. Tiago Silveira -

Concluiu a graduação em Medicina pela Universidade do Federal de Juiz de Fora (UFJF) em 2008 e residência médica em Dermatologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Obteve Título de especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia e MEC.
Cursa o Mestrado em Clínica Médica/Dermatologia pela UFRJ.
É Preceptor/coordenador de ambulatórios de atendimento em dermatologia geral e cosmiatria do Instituto de Dermatologia Professor Rubem David Azulay (IDPRDA) – Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro.
Exerce ainda atividade profissional em clínicas dermatológicas privadas. É participante ativo, além apresentador de aulas e trabalhos em cursos de atualização, congressos e jornadas.

 

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Última modificação em 04 Dezembro 2017
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