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Deficientes Africanos Pedem Socorro no Campo da Orthoprotesia

por em20 Novembro 2016 378 acessos
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Laboratorio do CENORF Laboratorio do CENORF Solange Correia

DEFICENTES AFRICANOS PEDEM SOCORRO NO CAMPO DA ORTHOPROTESIA

Deficientes físicos são presença entre as populações de todos os continentes, independente de raça, cor ou religião e em África não é diferente, só para que se tenha uma ideia, em Angola existem centenas deles, herança da guerra civil que assolou o país por longos anos até sua independência em 1975, são as vitimas dos campos minados que ainda existem pelo país; o que não é caso de Cabo Verde, país da Costa OcidentalE é através da Associação Caboverdiana de Deficientes e CENORF – Centro Nacional de Ortopedia e Reabilitação Funcional (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.) que procuram recuperar cidadãos deficientes de membros inferiores e dentre outras formas de deficiências, que fazendo um trabalho social de recuperação desses deficientes para o enfrentamento diário da sobrevivência, da elevação da autoestima, sejam eles portadores de deficiência de nascença ou acidentados.

Lá se oferecem a esses cidadãos acompanhamento psicológico, de apoio fisioterápico, como também a entidade mantem um centro de fabricação de prótese de membros inferiores, a preço mais accessível que o praticado pelo mercado internacional, em especial o mercado europeu ou latino americano, onde a entidade fazia à aquisição anterior a implantação do seu próprio Centro. A Associação Caboverdiana de Deficientes e o CENORF que está situado na localidade de Achada São Felipe, na Cidade de Praia, mantém hoje o seu próprio Centro de fabricação de próteses que se encontra sobre a coordenação do Dr. Kouma Kwami Aklotsoe (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.), médico orthoprotesista – formado na Alemanha e que vem da ENAM – Ecole National des Auxiliaire Medicaux, do Depmt Orthoprotesiste da Université Lomé, na Republica Democrática do Togo.

 

O Dr. Kouma chega para um período de seis meses de trabalho, contribuindo para o desenvolvimento cientifico da orthoprotesia; período esse que a instituição possa pagar pelos seus serviços; como também o centro conta com a fisioterapeuta Drª. Dalva Correia que presta serviço de forma também remunerada, através de uma dinâmica de recuperação de recentes implantados, que tem como iniciativa ativar os movimentos após a colocação de membros postiços, na pratica de exercícios e treinamentos nas mais diversas modalidades da fisioterapia; a instituição atualmente se encontra na dependência da contratação de um psicólogo, aquele profissional que trabalhe a autoestima dos cidadãos recentemente admitidos ao tratamento e que procuram pelos serviços da instituição por não terem condições de assim faze-lo de forma independente, “aqui trabalhamos com crianças e adultos sem distinção, visamos a recuperação daqueles que realmente querem voltar a se movimentarem, mesmo diante das suas reais limitações” afirmou a Drª. Dalva Correia.

A Associação Caboverdiana de Deficientes possui uma central de fabricação de velas aromáticas dentro das suas dependências, denominada de “Projeto Lumiarte” que é composto por um corpo de voluntários cadeirantes que fazem um serviço de fabricação, que com a venda da sua produção tenha uma renda para ajudar na manutenção da receita da instituição que vive orçada em quinze milhões de escudos cabo-verdianos anuais e que no momento só conta com a ajuda do governo que lhe oferece subsidio de apenas três milhões e oitocentos mil escudos cabo-verdianos anuais, parte desse dinheiro é para compra de matéria prima para a fabricação de próteses e a outra parte para a remuneração de profissionais, tendo a entidade um déficit muito grande para que continue com o seu trabalho; o INPS – Instituto Nacional da Seguridade Social e a Companhia Garantia de Seguros, estudam a possibilidade de entrar com uma ajuda anual para que a entidade não feche as suas portas e aumente a ajuda humanitária que oferece ao povo cabo-verdiano.

 

O presidente da entidade, o Sr, António Pedro Melo, que também é deficiente e trabalha de posse de uma cadeira de rodas, não se entrega quando diz “esperamos ajuda também do povo brasileiro, de especialistas voluntários, precisamos de palestrantes e professores que possam vim a ter conosco e tragam suas experiências, precisamos de doações de livros, revistas e publicações que nos ensine a lidar com os avanços da orthoprotesia”. Outra pessoa importante para o desenvolvimento e manutenção da instituição é o Sr. Alberto Afonso, também deficiente, que usa muleta devido a sua deficiência de nascença, em um dos membros inferiores, e que trabalha como administrador voluntário gerindo as contas e arrecadação com as vendas das velas aromáticas fabricadas no próprio centro “precisamos de cadeiras de rodas, muletas, matéria prima para fabricação de velas e fôrmas para novos modelos e sabemos que no Brasil temos uma variedade muito grande de fôrmas e modelos de velas decorativas e de lá esperamos uma significativa contribuição” disse otimista Alberto Afonso. Contatos: +238 264 79 91 / +238 986 41 67 e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Roberto Leal

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