Publicado em Saúde

Pesquisas de vacinação apontam quedas e podem trazer surtos e epidemias

por em13 Setembro 2017 27 acessos
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Números caíram em todo mundo. Autoridades no assunto explicam a importância de se imunizar

Uma pesquisa do Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (European Centre for Disease Prevention and Control, ECDC) anunciou que o número de mortes relacionadas ao sarampo na Europa, até agosto deste ano, mais que dobrou em relação a todo o ano de 2016. Foram mais de 25 óbitos registrados entre quase cinco mil casos de uma doença que estava, até então, erradicada. No Brasil, as notícias também não são boas, pois desde 2013, a cobertura de vacinação para doenças como caxumba, sarampo e rubéola vem caindo ano a ano e ameaça criar grupos de pessoas suscetíveis a doenças antigas, mas fatais.

Em 2016, o Programa Nacional de Imunização (PNI) registrou pior taxa dos últimos doze anos: 84% no total, contra meta de 95%, recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Os dados de 2016 são parciais até outubro, mas emitidos após a campanha nacional de multivacinação, finalizada em setembro. Para a médica infectologista, Carolina Abrão, todos precisam ficar alertas com estes dados. “Com quedas nas taxas de imunização surgem as pessoas suscetíveis a essas doenças. O grupo de pessoas suscetíveis podem gerar as epidemias e isso é muito grave”, explica.

Um dos motivos que justificam o problema pode ser a falta de vacinas essenciais em municípios com menos recursos para gerir programas de imunização ou pais que se recusam a vacinar seus filhos. “Muitas pessoas se desesperam quando descobrem que faltam vacinas em postos de saúde, porém esquecem que existem serviços particulares que sempre contam com todas as vacinas essenciais. É um investimento que vale a pena, afinal, o importante é não ficar sem se vacinar”, conta a Dra. Carolina, que também é sócia da Clínica Vacina Express em Aparecida de Goiânia.

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), Lei 8.069/90, que completou 27 anos, garante o direito das crianças à saúde e tornam obrigatória a vacinação. Isso faz da decisão de não vacinar uma prática incorreta, e expõe uma contradição entre o direito das famílias ou individual dos pais de decidirem sobre a vida das crianças. Ou seja, de acordo com a médica infectologista pode estar havendo negligência, também, dos pais.

O caminho defendido pelo epidemiologista Akira Homma, que preside o Conselho Político e Estratégico de Bio-Manguinhos, unidade produtora de imunobiológicos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) é mesmo o do conhecimento. Homma cita a necessidade da população de que toda a família trabalhe para obter sustento como um dos fatores que pode explicar a redução na cobertura. “Diria que não é tanto falta de vontade, mas falta de oportunidade. Entre as várias coisas que podem explicar a queda na vacinação, a dificuldade do acesso é um ponto que pode ser melhorado”, avisa.

Akira argumenta que o mundo está mudando, “de forma muito acelerada”, em todas as áreas e atividades. Para Carolina Abrão, “tanto o Ministério da Saúde, quanto as empresas privadas precisam usar melhor os veículos de comunicação para esclarecer continuamente a população sobre a importância da vacinação. A proteção das crianças é um direito estabelecido por lei no ECA”, acrescenta.

Sobre a Vacina Express

Além de ser o primeiro centro de vacinas de Aparecida de Goiânia, localizado próximo ao Buriti Shopping, o Vacina Express é o único da região que possui equipamentos de última geração como, por exemplo, a câmara de conservação portátil que pode transporta vacinas para qualquer local e as câmaras frias que funcionam por até 72 horas sem energia e possuem um sistema que avisa por telefone caso algum problema de temperatura seja identificado. Vacinas da gripe estão disponíveis na clínica por um preço diferenciado.

Última modificação em 13 Setembro 2017