Publicado em Transporte

Consultor se torna sócio dos clientes para reformular estratégia

por em28 Julho 2017 626 acessos
  • .
Report ThisConteúdo Inadequado? Avise-nos

Leandro Bogalheira Leandro Bogalheira

Apenas em 2016, cerca de 1,8 milhão de empresas fecharam as portas, um dado alarmante para o país que já tem 13,8 milhões de desempregados e uma recessão de quase 4% em dois anos sucessivos. Mesmo com os primeiros sinais de recuperação com melhora nos índices de atividade econômica, ainda levará algum tempo para que empresas de transporte e logística consigam reverter o quadro de crise em curto prazo. Ainda assim, muitas foram as companhias que se fortaleceram, buscaram a inovação e principalmente a gestão para sobreviver e crescer em tempos de demandas mais baixas.

O consultor, empresário, administrador de empresas e fundador da Libertá Consultoria, Leandro Bogalheira, atua com sucesso em empresas do setor, com soluções estratégicas e operacionais para melhor controle e eficiência da organização. Bogalheira afirma que “não há um mercado ruim, mas sim uma boa gestão em tempos mais difíceis". Para ele, há chances das empresas superarem a crise com uma gestão focada em otimizar recursos e ampliar os caminhos para novos mercados. “Esses são apenas os primeiros passos para buscar a saúde da empresa e novas oportunidades na crise econômica. No setor de transporte e logística o segmento do varejo online cresceu na ordem de 10% ao ano, o que refletiu em oportunidades para quem investiu em tecnologia”, exemplifica o executivo.

Libertá sugere que o trabalho de gestão envolve diversas áreas, desde o comercial e financeiro até operacional, suprimentos e recursos humanos. Uma das formas que Bogalheira encontrou para reformular a estratégia dos clientes, é apresentar a possibilidade de se tornar sócio do negócio, dividindo os riscos das próprias alterações propostas de forma direta. "Os resultados são rápidos, e quando atuo diretamente na operação garanto ao cliente o resultado melhor em curto prazo. O importante não é só melhorar a logística e ‘cortar custos’, mas sim dar estrutura, propor saídas para a empresa manter os bons números depois analisando oportunidades futuras", explica.

Uma das transportadoras das quais Bogalheira se tornou sócio teve um crescimento expressivo em apenas dois meses. Segundo o consultor, "era uma questão de avaliar oportunidades em outros mercados crescentes onde o cliente poderia atuar, e, em conjunto com o corpo diretor propor aproximações com outro perfil de cliente uma vez que a operação atual funciona de forma quase que automática, o que é uma vantagem competitiva". Para ele, seu diferencial é não olhar apenas para os valores, mas sim para todos os setores da empresa. "O meu grande diferencial das outras empresas de consultoria, é que tenho a vivência do chão de fábrica. Eu não vejo só números, eu entendo o processo como um todo especialmente neste setor onde já atendi muitos clientes com o mesmo perfil. Entendo por experiência própria", conta.

Bogalheira salienta que mesmo em tempos de retração, quem faz uma gestão baseada na otimização de recursos, de pessoas e matéria prima, na terceirização de atividades que melhoram a rotina e fazem uma melhor gestão do tempo, o acompanhamento dos riscos inerentes a qualquer negócio é até mesmo uma atenção detida da concorrência e das tendências do mercado, pode fazer toda a diferença em tempos de crise. "Ler e ouvir especialistas da sua área ajuda a entender tendências e apostar somente no que é futuro ao invés de usar a máxima do time que está ganhando e que não deve ser alterado, o que mostra inteligência na gestão e que considero fundamental" classifica o executivo.

“Tenho case de transporte de veículos em longas distâncias onde a implantação de uma ferramenta resultou em corte expressivo do custo e aumento da monetização usando o mesmo recurso, em veículo, em capital humano, em gastos como combustível e pedágio aos quais não podemos fugir”, ressalta lembrando que o momento de crise já está passando e que os investimentos em máquinas e equipamentos mostra que a indústria, em breve, irá voltar a demandar do setor de transporte e logística. “Animo todos os clientes, ainda na fase de diagnósticos, que o empresário está investindo, importando máquinas e equipamentos, e as vendas do atacado também cresceram no semestre, o que em breve irá resultar em melhores índices para o comércio e o varejo, na outra ponta da cadeia”, finaliza.