Publicado em Transporte

Para Bruno Covas o “Risco Brasil” ainda é um fator que inibe investimentos externos em São Paulo

por em10 Novembro 2017 135 acessos
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         Em encontro na sede do Sinicesp - Sindicato da Indústria da Construção Pesada de São Paulo, que reuniu empresários e representantes das empresas associadas, o vice-prefeito de São Paulo, Bruno Covas, falou sobre o primeiro ano da nova administração da Prefeitura de São Paulo e também destacou os desafios que virão pela frente.

         Durante a reunião, realizada em 7 de novembro no auditório do Sindicato, Bruno Covas destacou inicialmente que o ano de 2017 foi um período difícil para a gestão do prefeito João Doria, pois, quando o novo governo assumiu o posto, havia sido aprovado pela gestão anterior um orçamento que subestimou o crescimento das despesas e superestimou as receitas municipais.

         Segundo ele, no dia primeiro de janeiro, após refazer as contas, os novos gestores da cidade identificaram a projeção de um déficit de R$ 7,5 bilhões para o corrente ano, para um orçamento total de R$ 54 bilhões. Desde o começo do ano foram tomadas medidas de enxugamento das despesa, o que vai permitir zerar o déficit e retomar o investimento a partir de 2018.

         O prefeito João Doria passou ao vice-prefeito Bruno Covas uma nova atribuição, ao nomeá-lo como Secretário da Casa Civil. Com isso, Covas passa a responder por toda a articulação política da administração, promovendo o diálogo com vereadores da base e com os governos do estado e federal. Apesar do desafio, o convidado falou sobre as atividades desenvolvidas durante o período em que esteve à frente da Secretaria das Prefeituras Regionais.

 

Receitas superestimadas

         Ao assumir o cargo, no começo do ano, a pasta não possuía nem recursos e nem contratos. Após providências, foi possível realizar uma concorrência para obras de pavimentação dividida em 11 lotes, para investimento de 360 milhões, com grande parte dos recursos originados do fundo de multas da CET.

         A previsão é que as obras de recapeamento comecem a partir do próximo sábado, dia 11 de novembro. Além desse programa, a Prefeitura de São Paulo busca fechar empréstimo de R$ 1 bilhão junto ao BNDES para obras de recapeamento na cidade de São Paulo.

         Sobre a durabilidade dos serviços de recape, ele afirmou que os novos contratos determinam uma atenção especial à manutenção de guias e sarjetas, para que não ocorram infiltrações laterais que possam comprometer a qualidade do que foi executado.

         Uma outra possibilidade prevista é a utilização de microfresa em processos de conservação em que o viário não esteja tão comprometido, permitindo a recuperação com um valor bem mais baixo do que a atividade de recape. O vice-prefeito entende que o grande desafio é ter um programa de recape de longo prazo para a cidade de São Paulo, com recursos garantidos.

         Sobre as operações de tapa-buracos havia um grande problema na cidade, de coordenação e planejamento. Para poder explicar a situação, ele citou o procedimento do programa de recape, que é realizado por meio de uma ata de preços completa, onde a empresa contratada faz todo o serviço. Já nas ações de tapa-buraco, a prefeitura, que tem uma usina de asfalto, produz a massa asfáltica e a municipalidade terceiriza o serviço de colocação do material no pavimento.

 

Companhia Paulistana de Ativos

         Sobre a iniciativa de criar a Companhia Paulistana de Ativos, Bruno Covas disse que a proposta já está em análise na Câmara Municipal para aprimoramento e inclusão de emendas que os parlamentares julguem necessárias.

         Quanto à possibilidade de investimentos externos para a cidade de São Paulo, ele disse que o principal fator que atrapalha a chegada de novos investimentos de fora é o Risco Brasil, ancorado na instabilidade política e consequente contaminação do ambiente econômico do país. Do ponto de vista internacional, a situação em que o país vive hoje é um fato mais grave do que qualquer discussão sobre o nível de endividamento da cidade.

         O que pode ajudar, segundo ele, é que em 2018 o cenário será melhor do que este ano, permitindo uma melhor projeção internacional da cidade de São Paulo, influenciando de forma positiva a criação de programas de investimento.

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