Publicado em Transporte

Secretário dos Transportes anuncia, no Sinicesp, que licitará mais obras, inclusive de vicinais e de conservação de estradas

por em01 Setembro 2017 123 acessos
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         O secretário Laurence Casagrande, de Logística e Transportes, disse na semana passada, durante palestra no Sindicato da Indústria da Costrução Pesada de São Paulo - Sinicesp, que a infraestrutura é a grande preocupação do governo estadual, em decorrência da qual, além do primeiro pacote de licitações rodoviárias em curso, um segundo será lançado no início do ano que vem, quando será também reativado o programa de estradas vicinais e o de conservação de estradas.

         Ao contrário de outros Estados e da União, São Paulo adequou seus gastos à queda da arrecadação já no início da crise, e o resultado é que a situação é muito melhor do que de outros entes da Federação e mesmo da União, disse o secretário. E prevendo o aumento dos recursos disponíveis, que começaram a entrar em junho, com o aporte das concessões e a melhoria da situação econômica, que se anuncia, está investindo numa ‘prateleira’ de projetos, para que, passada a crise, as obras necessárias, entre as quais as conexões intermodais, possam começar rapidamente.

         Laurence Casagrande falou para um auditório lotado de empresários associados do Sinicesp e, além do superintendente do DER, diretores da Dersa, do Departamento Aeroviário e outros integrantes da Secretaria, participaram da reunião o deputado Itamar Borges, da Frente Parlamentar da Indústria da Construção e o deputado João Caramez, da Frente Parlamentar de Transportes Ferroviários.

         O secretário foi saudado pelo presidente do Sinicep, Luiz Albert Kamilos, que o apresentou como um grande conhecedor do setor de transportes estadual, pós-graduado em gerenciamento de projetos e presidente da Dersa desde 2011. Kamilos falou da dedicação dos associados do Sinicesp no desenvolvimento da infraestrutura necessária para que o Estado volte a crescer no ritmo desejado. Kamilos destacou o papel do setor como grande empregador de mão de obra, ao que o secretário lembrou que o governador Geraldo Alckmin sempre destaca a capacidade empregatícia das associadas do Sinicesp.

As prioridades a enfrentar

         Numa rápida exposição – para dar espaço às perguntas – o secretário mostrou que, ao contrário dos países desenvolvidos, o Brasil investe parcela pequena do PIB no setor de logística, mas São Paulo é exceção.

         “Temos 21.385 quilômetros de estradas pavimentadas, 5.335 dos quais em pista dupla e 6.605 quilômetros concessionados”, disse, enquanto as rodovias federais no Estado somam apenas 1.056 quilômetros. Outra diferença marcante entre São Paulo e o Brasil é que o País tem 1,7 km de vias expressas por mil km² de território, muito pouco, enquanto São Paulo tem 23 km por mil km², à frente da Califórnia, 16,3, da União Europeia, 17,1 e mesmo do campeão mundial, a França, com 20,9 km.

         Embora otimista, o secretário não nega problemas, como a dotação de R$ 620 milhões que falta o governo federal deveria liberar para o Rodoanel. “O empenho foi feito recentemente e cancelado poucos dias depois”, disse. Reclamou também da limitação da capacidade de endividamento do Estado que, com as finanças em ordem, poderia contrair novos empréstimos, mas não é autorizado.

         “Os gargalos a eliminar são grandes”, afirmou, pois apesar de  São Paulo ter 19 das 20 melhores rodovias brasileiras, da extensa malha ferroviária só 30% é utilizada, o restante abandonado ou sucateado. Falta tanto uma ligação ferroviária para o porto de Santos, o que resulta num imenso afluxo de caminhões, como falta conexão intermodal para a hidrovia Tietê/Paraná,  com 2.400 km e cuja carga não tem como chegar ao porto. Consequência, Santos movimenta 3 milhões de toneladas/ano, com potencial de 60 milhões.

         Problema paralelo, o uso das ferrovias para o transporte de passageiros durante o dia, faz com que os trens de carga precisem esperar a noite para atravessar a Região Metropolitana. E faltam também conexões e serviços em parte da malha rodoviária concedida.

         O Estado, porém, conhece bem os gargalos existentes e pretende eliminar o desequilíbrio dos modais de transporte, vai expandir o sistema de concessões, planeja fazer a atualização jurídica, tributária e institucional e trabalhar para baixar a tarifa dos pedágios, que é alta. O orçamento do ano está sendo cumprido, lembrou, prevê dotação de R$ 6,1 bilhões, a maior parcela dos quais, R$ 5,7 bilhões, para o DER, tendo por objetivo principal as rodovias, “pois o Governo do Estado tem como compromisso investir na infraestrutura, fator essencial para o desenvolvimento”, finalizou. 

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