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Cadeia produtiva da construção discute futuro do setor habitacional no Brasil

por em13 Setembro 2017 46 acessos
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Debate durante o Minascon 2017 traça que em duas décadas mais 30 milhões de residências serão construídas no país

Com ASCOM da FIEMG

O déficit habitacional atual no Brasil é de mais de 6 milhões de residências, o que representa 9,3% dos domicílios no país. Para discutir maneiras viáveis de transformar tais números em negócios para a cadeia da construção, o Minascon 2017 promoveu, nesta quarta-feira (13/09), o talkshow “Habitação - Oportunidades e Desafios”.

O encontro contou com presença da secretária Nacional de Habitação do Ministério das Cidades, Maria Henriqueta Alves, e o superintendente Nacional do Programa Minha Casa Minha Vida, Henrique Marra de Souza. O debate foi conduzido pelo empresário industrial do ano 2017 e presidente do Conselho de Administração da MRV Engenharia, Rubens Menin.

Entre as regiões com o maior déficit habitacional absoluto no Brasil destacam-se o Sudeste e o Nordeste com, respectivamente, 2,430 e 1,924 milhões de moradias. Já entre as unidades da federação destacam-se: São Paulo (1,306 milhão), Minas Gerais (552 mil), Bahia (451 mil), Rio de Janeiro (468 mil) e Maranhão (388 mil).

Com este panorama, Rubens Menin ressaltou sobre a importância do mercado de habitação popular para o setor da construção e como eventos como o Minascon são relevantes para que o segmento planeje os próximos passos.

“Nos próximos 20 anos devem ser construídas, aproximadamente, 35 milhões de residências no país. O que é uma excelente oportunidade. Por isso, é necessário apontar a necessidade de eventos como este, que reúnem toda a cadeia produtiva para discutir, planejar e traçar estratégias para a construção”, disse.

A secretária da SNH, Maria Henriqueta Alves, destacou o Plano Nacional de Habitação feito pelo Governo Federal e que traça as estratégias habitacionais no país até 2040. Segundo ela, mesmo com o esforço feito por toda a cadeia e as esferas públicas, a previsão é que em duas décadas o Brasil ainda possua um déficit habitacional de 2 milhões de residências.


“Desde o lançamento do Minha Casa Minha Vida (MCMV), em 2009, o programa vem obtendo êxito e cumprindo seu papel. Por outro lado, estamos apenas diminuindo o crescimento vegetativo de nosso déficit, mas não estamos fazendo com que ele diminua. Resumindo, há um país de casas a ser construído e essa é a oportunidade para setor,” alertou.

Já o superintendente Nacional do MCMV, Henrique Marra, comentou sobre as tendências de inovação do programa e da Caixa Econômica Federal para o segmento de habitação. Para Marra, com o surgimento de um novo mercado consumidor mais jovem e conectado o setor deve apostar em estratégias de digitalização e desburocratização do processo de concessão de crédito imobiliário.

Segundo ele, esse novo público trouxe um novo perfil de consumo. Isto é, há uma busca por alternativas de compartilhamento por meio de plataformas online para consumir de forma mais consciente e barata, o que pode causar um menor interesse pela compra de imóveis e um aumento nas práticas de aluguel. Além disso, existe uma intensificação da procura por eficiência e sustentabilidade e de urbanização.

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