A Ditadura das Palavras

As palavras podem causar danos, derrubar governos e até melhorar a saúde.


A Ditadura das Palavras 1

Partindo da pré-suposição que uma das bases do método “A Melhor Maneira” é calcado na constatação de que a realidade de um indivíduo é o resultado da sua percepção da mesma, nós iremos neste artigo analisar como os dois sistemas econômicos modernos, capitalismo e socialismo, tentam modificar a nossa visão da realidade com intuito de nos tornar seus escravos.

Ambos se baseiam na ideia da suposta libertação do ser humano, e de forma direta ou subliminar transformam os princípios morais e religiões em supostas ditaduras, das quais os homens precisam se libertar.

Sabendo que o poder das palavras cria uma realidade e muitas vezes mais violenta que a própria violência física, como, por exemplo, Adolf Hitler cuja evidência de mortes com suas próprias mãos não existem, mas as mortes pelas suas palavras e ideias chegam aos milhões.

As palavras foram os fatores determinantes nas ditaduras genocidas por isso elas muitas vezes podem ser uma arma. Vamos examinar uma delas dentro do vasto vocabulário da língua portuguesa, a palavra “valores”. Antigamente falavam-se de princípios, ideais, mas isso foi mudando para a quantificação agregando valores.
Como consequência há um enfraquecimento da base dos princípios tirando do campo metafísico infinito o tornando metafísico finito? Vale lembrar que as grandes revoluções do mundo foram feitas por pessoas que não mediram seus princípios e dispostos a pagar qualquer preço pelas ações e sem ganhos na troca.
O enfraquecimento da base moral faz com que todas essas máximas sirvam para conquistar valores monetários (vide Fidel Castro que pregava o Estado igualitário, a não necessidade de capital, e possuía uma fortuna pessoal).
Outra palavra que segue a mesma linha é a modernização do termo “funcionário” para “colaborador”. Em primeiro sugere-se a ideia de que se está elevando um mero funcionário para o novo status o colocando de igual como empregador. Mas em uma leitura mais profunda se descobre que esta palavra tira do empregador todas as responsabilidades judiciais e trabalhistas das partes.
Em segundo momento que vale para o capital e o social é O Dia:
Dos Pais, Das Mais, Das Crianças, dias que nomeiam feriados com desculpas de causas e mártires. O Capitalismo usa esses dias como uma alavanca do consumo e também substituindo o verdadeiro sentimento envolvido na causa, mas agregando “valor”. É muito grave a materialização do ser humano nas sensações mais nobres transformando o amor em uma camisa, um celular.
Sugerem-se também “dias de” excluem os outros dias. Se hoje é o Dia dos Pais, o que acontecem com os outros 364 dias do ano?
O que ocorre é que isso vem de uma cultura que despreza todas as opções obrigando o indivíduo a escolher uma.
Voltando ao ser a escolha de uma opção entre milhares como, uma música favorita, o melhor jogador do mundo, a melhor cidade do mundo, etc. Isso geras quantidades enormes de pessoas frustradas, como também gera uma desconexão dos mesmos de uma consciência de tempo e espaço.
Enquanto o capitalismo usa os dias para a materialização do ser humano o socialismo usa e amplifica estes dias em sua ditadura das mentes e no politicamente correto.

O Dia da Consciência Negra gera dois constrangimentos, o primeiro é que a consciência negra deve ser celebrada diariamente e um feriado exclui os outros dias do ano. E o segundo é que os brancos e amarelos não possuem um dia próprio e os coloca em situação de desigualdade. Isso acaba gerando um conflito e atrito social uma vez que os outros 364 dias do ano se torna subjetivo.

Seguindo a mesma linha de pensamento o socialismo mundial usa o politicamente correto para controle das palavras e pensamentos.

Mas antes de adentrarmos este assunto um esclarecimento: quando analisamos os dois sistemas do mercado vemos que o capitalismo nunca precisou de uma ditadura para se impor por que ele apela para sentidos mais básicos da sobrevivência humana, a ganância e a perpetuação da espécie, etc. Já os conceitos socialistas sempre precisaram de uma ditadura pela mesma razão que não são inerentes ao ser.
Para ilustrar utilizaremos a terminologia do racismo. O problema da questão é o direcionamento das palavras que entram no julgamento. Eu sou um imigrante judeu, contra quem muitas, em diversas sociedades ao longo da história, houve severa descriminação. Porém, ser chamado de “judeu” para mim, é motivo de orgulho, é a minha herança, mas algumas terminologias ou palavras relacionadas a cor podem ser distorcidas e pejorativas em outras culturas.
Esses termos são ainda mais explorados pelos governos e sociedades atuais tornando a “guerra social” através de palavras ainda mais feroz e gerando ainda mais conflitos raciais. No meio dessa falta de entendimento novas palavras se tornam termos racistas e torna o problema ainda pior.
Esses questionamentos devem nos levar a pensar das intenções em que são aplicadas estas regras. O sentimento é que não há intenção de se melhorar a sociedade e sim uma intenção de aproveitamento da chamada “ditadura das minorias”.

Um lugar onde a grande maioria deve se desculpar por não ter nascido minoria.
Para finalizar, como o sistema A Melhor Maneira na análise honesta e humilde do problema que sejam dois valores que se completam para se chegar a uma verdade mais pura sugiro a liberdade do pensamento e da expressão com a proibição da descriminação ativa.

Isso quer dizer, não tenho medo de que eu falo e se eu sou confiável em quem sou e acredito em meus princípios, eu posso ouvir, debater e convencer qualquer opinião que não seja minha própria.
Junto a isso será mantida essa liberdade no campo das ideias, porém, na esfera da ação, será proibida qualquer descriminação.

O medo da liberdade de pensamento crias tensões que quando manifestadas acabaram levando a humanidade as suas piores épocas.

Por Gad Adler.
fonte:www.melhormaneira.com.br


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