Artistas do Mundo: Marco Bianchi


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Voltamos com as nossas entrevistas!!!

E nada mais gratificante que retornar conversando com o humorista Marco Bianchi, criador de personagens consagrados na rádio como Peterson Foca, Marquinhos, Sobrinhos do Ataíde entre outros.

Marco Bianchi também é ganhador de diversos prêmios da APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) principalmente com o programa Rockgol, um grande sucesso da MTV.

Confira nosso bate-papo com o verdadeiro humor brasileiro.

Você iniciou sua carreira bem cedo, ainda cursando Rádio e TV, mas quando e como decidiu que o caminho seria o humor, tornando-se hoje um dos mais famosos e importante humorista brasileiro?
Marco Bianchi: A partir da adolescência, cultivei o hábito de gravar vídeos e áudios com irmão, primos e amigos. Sempre besteirol sem direção. Quando escrevi meu primeiro roteiro de humor, para um trabalho de faculdade, em 1991, percebi que tinha me encontrado comigo mesmo. Há 25 anos! Desde então tenho plena convicção de que criar humor é o melhor que eu posso produzir na vida.

São vários programas em Rádios e TV, com diversos personagens; Qual trouxe maior visibilidade?
Marco Bianchi: Sobrinhos do Ataíde no rádio (1995-1999) e MTV Rockgol na tevê (1997-2010). Foram momentos gratificantes em que tive condições técnicas de desenvolver conteúdos de nível profissional, ao lado de gente competente e com boa divulgação.

Você já viajou para apresentar seus personagens em outras cidades? Algum fato engraçado ocorrido nessas viagens?
Marco Bianchi: No início de carreira, apresentamos show de rock em diversas cidades do Brasil e subir ao palco definitivamente não era confortável para mim. Uma vez, No Rio de Janeiro, a plateia começou a me xingar do nada e eu simplesmente fugi para o back-stage. Como diz isso em português mesmo, (rs?!)

Quais as cidades, em particular, você retornou como turista? Alguma cidade não visitada e que esta na sua lista de desejos? Alguma não retornaria?

Marco Bianchi: A exemplo do meu xará “Marquito”, da CBF, sou entusiasta do turismo interno. Tenho vontade de conhecer inúmeros pontos do Brasil, no litoral e no interior, Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste, Norte … Mas também amo “SP”.

Podemos dizer que o Brasil esta preparado, estruturalmente, para receber bem o turista?
Marco Bianchi: O Brasil já é um bom destino. Mas o ramo turístico do País ainda é muito pouco explorado em relação ao potencial do setor. Em relação à França e aos EUA, por exemplo, ainda estamos engatinhando no desenvolvimento das atividades turísticas e polos de lazer, principalmente se considerarmos a quantidade e a variedade de destinos que podemos oferecer.

Você acredita que o turista brasileiro deve levar tudo a sério?
Marco Bianchi: A seriedade é essencial na prestação e na contratação de serviços, bem como no planejamento e fortalecimento do setor, mas preferencialmente dispensável na hora de relaxar e curtir as férias.

Retornando a carreira: Além do Rockgol, um dos maiores sucessos da MTV, você também trabalhou no projeto Zona do Agrião do Multishow, como foi essa experiencia?
Marco Bianchi: Foi curta e frustrante. Fiquei muito animado com a chance, preparei tudo do melhor modo possível, mas (por haver visões distintas do projeto entre mim, produtores e diretores do canal) não tive condições mínimas para produzir com harmonia e ter um resultado à altura das possibilidades.

Não podemos deixar de falar de sua participação na 89 FM, em uma das melhores épocas para o rock nacional; Como foi essa participação em um período de grandes sucessos musicais?
Marco Bianchi: Foi um período excelente, em que as emissoras de rádio eram mais relevantes e menos escravas das gravadoras. Adoraria voltar ao rádio.

É possível contrata-lo para show de humor em eventos corporativos e outros? Quais os contatos?
Marco Bianchi: Quem quiser conhecer meu trabalho pode entrar em meu sitemarcobianchi.com.br e acessar minhas redes sociais. Atualmente, animo até festinha da sobrinha.

Qual a sua mensagem para os novos comediantes e humoristas que estão surgindo e buscando espaço em um mercado extremamente concorrido?

Marco Bianchi: Eu sugiro que permaneça no ofício apenas aquele que tiver pela função uma paixão e um prazer enormes que justifiquem se dedicar a isso independentemente de haver ou não pessoas e empresas dispostas a remunerar suas atividades. Já tive trabalhos bem remunerados, mas há 4 anos sou quase um humorista gratuito. Nem por isso penso em mudar de carreira, e isso não é piada, rs!Abs efusivos, bjs no cérebro!


EGIDIO VERZA

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