Escola, alunos, pais e o Instituto Ipê levarão ações sustentáveis a 25 escolas municipais da cidade de Uberlândia


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Iniciativa de alunos leva Escola de Uberlândia a aperfeiçoar ações de sustentabilidade

 

             O Colégio Pirlimpimpim São Paschoall, dando sequência a uma série de iniciativas voltadas ao desenvolvimento de atitudes sustentáveis, realizou, neste ano, uma parceria com o Instituto Ipê Cultural para a realização do “Projeto Sou Ipê Cultural no Pirlimpimpim São Paschoall”.

A ação propõe em uma primeira etapa, mudanças de pensamentos e atitudes de alunos, pais, auxiliares domésticas e familiares dos estudantes do Colégio Pirlimpimpim São Paschoall.

Em uma segunda fase, expandirá esse processo de mudança e educação ambiental para 25 Escolas Públicas de Uberlândia, o que irá impactar de forma significativa, incomum, inédita e grandiosa a maneira de agir e pensar de toda a comunidade Uberlandense.

O Projeto prevê o convite aos catadores de lixo na rua, para que trabalhem em galpões, protegidos do sol e da chuva, separando o material, coletado pelas crianças. Os catadores participantes receberão salário e terão ajuda do Instituto para a formação escolar dos filhos até a universidade. Ação ainda visa a compra de um caminhão para a coleta do lixo reciclável nas 25 escolas participantes.

Para colocar tudo isso em prática o Colégio Pirlimpimpim São Paschoall é responsável pelo financiamento de parte dos custos do projeto. A outra parte advirá da colaboração de 600 pessoas com o valor de R$10,00 mensais durante um ano. Qualquer pessoa poderá colaborar se cadastrando diretamente no Instituto Ipê Cultural através do site www.souipecultural.eco.br  

                O “Projeto Sou Ipê Cultural no Pirlimpimpim São Paschoall” tem a orientação do coordenador do colégio, Éverton Fernandes, e em sala de aula do professor de Biologia, Sérgio Reis.

 

 

Como funciona na escola

           

    Alunos do 6º ao 9º ano visitaram, recentemente, o aterro sanitário de Uberlândia em busca de informações, que enriquecessem seus conhecimentos sobre sustentabilidade, a importância da coleta seletiva e da reciclagem, entre outros. “A intenção é se preparar para repassar tais informações aos colegas das demais salas, aos pais, às auxiliares domésticas, aos familiares e aos professores e alunos das 25 escolas municipais. Os alunos terão a ajuda dos professores na preparação do material informativo”, explica o coordenador.

          O objetivo é que toda a família também se envolva, faça a coleta do lixo corretamente e se tornem multiplicadores da ideia. “É incrível que 70% do lixo que produzimos não necessitaria ser encaminhado ao aterro sanitário, pois 50% é composto por materiais orgânicos e 20% poderiam ser reciclados. Precisamos  diminuir as 600 toneladas que são despejadas diariamente no aterro, explicando e ensinando como o lixo deve ser separado”, ressalta o professor Sérgio Reis.

                No colégio, a mudança de hábito já foi notada, com a realização de uma gincana entre as salas. Foi montado um painel com o nome de cada aluno por sala, no qual é marcado, por meio de selos, o que cada estudante está fazendo para colaborar com o meio ambiente. “O selo azul é colado quando o aluno realiza ações dentro da própria escola, como por exemplo, o descarte correto da caixinha de um suco; o verde destina-se a mostrar aqueles alunos que estão separando e trazendo o lixo selecionado em casa; o selo vermelho é fixado quando a criança quer se tornar uma multiplicadora do projeto; e o selo do caminhão é para aquele aluno que queira ajudar financeiramente a compra do caminhão”, explica Éverton.

                Na escola será preparado um local no estacionamento para os pais trazerem o lixo coletado em casa. A área será construída pelo Instituto e contará com um telhado feito com caixas de leite e pontos apropriados para o descarte do lixo.

 

Como surgiu o projeto

                O Colégio Pirlimpimpim São Paschoall convidou uma senhora chamada Maria de Fátima, analfabeta, 68 anos que, obrigada pelas circunstâncias da vida a sustentar quatro netos, recolhe lixo na rua para completar sua renda. No diálogo com os alunos, relatou todas as dificuldades em enfrentar diariamente sol escaldante, chuvas torrenciais, necessidade de colocar a mão em lixos com o risco de corte, contaminação com fezes e sangue de outras pessoas. Sensibilizados com tal situação, alguns aprendizes do 8º ano, propuseram uma iniciativa para ajudá-la fazendo a coleta seletiva na escola. Sob a orientação do coordenador Éverton, e do professor de Biologia, os alunos e o Colégio buscaram o apoio do Instituto Ipê Cultural que elaborou um Projeto destinado a aproveitar a energia e boa vontade desses jovens bem intencionados.

A expansão do projeto

                Para este ano está prevista a visita dos estudantes em cinco escolas municipais nos meses de outubro e novembro. As escolas receberão a orientação e a doação do painel e dos selos para registro dos pontos entre as salas. O projeto será levado para mais 20 escolas municipais de Uberlândia até julho de 2014.

                 Segundo o coordenador do colégio essa é uma ação que tem como objetivo gerar conscientização junto às crianças para que elas possam passar essa informação para frente. “Queremos colocar em prática tudo o que ensinamos sobre sustentabilidade”, conta Éverton.

Qualquer pessoa pode ajudar. Acesse o site www.souipecultural.eco.br . Bastar fazer seu cadastro e ser tornar um doador. A doação necessária é de R$ 120,00 por pessoa, pagos à vista, 2, 3, 4 ou 12 parcelas.

 

 


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