Farmacêutica alerta sobre os perigos de tomar remédios sem orientação médica


Farmacêutica alerta sobre os perigos de tomar remédios sem orientação médica 1

No Brasil, a automedicação é muito comum e esse hábito é, muitas vezes, incentivado. Conforme pesquisa realizada pelo Instituto de Ciência Tecnologia e Qualidade (ICTQ), em 2016, sete a cada dez pessoas se automedicam. E as principais desculpas para que isso aconteça são simples: não considerar importante o diagnóstico médico e evitar o pronto-socorro. No entanto, tomar remédio sem receita é muito arriscado.

Ingerir um medicamento sem indicação médica pode, por exemplo, mascarar sintomas e, consequentemente, atrasar o diagnóstico de doenças mais graves. E o uso incorreto e indiscriminado das fórmulas também pode causar alergias sérias. “A autoadministração de determinados tipos de remédios é ainda mais grave. No caso dos antibióticos, por exemplo, quando utilizados de maneira incorreta, combinações inadequadas e sem a orientação, pode haver aumento da resistência de bactérias e micro-organismos, quadro que compromete a eficácia de tratamentos futuros”, explica a coordenadora do curso de Farmácia da Faculdade Estácio de Goiás, Adibe Khouri.

Além disso, muitas das medicações que ingerimos para se tornarem ativas passam pelo fígado, enquanto outras são eliminadas pelos rins. Assim, esses dois órgãos podem ser muito afetados pelo uso de medicações. Por exemplo, o uso de anti-inflamatório sem orientação médica, pode causar à insuficiência renal e até levar o paciente à diálise.

Outro problema que o uso incorreto de medicamento pode provocar é a dependência. Alguns remédios como analgésicos, ansiolíticos ou antidepressivos, por exemplo, podem causar compulsão e necessidade de doses cada vez maiores para atingir o mesmo objetivo. Por este motivo, só devem ser usados por indicação médica, devendo ser respeitada sua dosagem e a duração de tratamento. “Algumas pessoas atribuem o risco de vício apenas às medicações tarjadas como preta. Esse é um conceito errado. Às vezes, um simples laxante pode causar dependência, fazendo com que o intestino só funcione caso o paciente faça uso da medicação”, explica Adibe.

Segundo a coordenadora, para tomar um medicamento de forma segura é preciso: consultar o médico, ler a bula, não seguir as indicações de amigos ou familiares que tomaram para sintomas semelhantes aos que a pessoa tem, porque a causa da doença pode não ser a mesma e, não tomar outros medicamentos, remédios naturais ou chás ao mesmo tempo do tratamento, sem questionar o médico, pois em alguns casos pode ocorrer interação entre eles.

Além disso, mesmo no caso de remédios de venda livre que não têm tarja, deve-se pedir orientações para o farmacêutico para fazer a melhor escolha, e deve-se também manter o médico informado sobre o hábito de tomar determinado medicamento e a sua frequência.


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