Novo jeito de consumir faz supermercados investirem em tecnologia

Segundo especialista, um varejo conectado vende até 20% a mais do que as lojas tradicionais


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Para garantir a melhor experiência do cliente, os supermercados apostam em inovações tecnológicas. “Implementar self-checkout [autopagamento sem o auxílio de operadores de caixa], criar canais de vendas online, facilitar a forma de pagamento e a entrega dos produtos são as novas apostas das redes varejistas para reduzir e otimizar o tempo que o cliente gasta para fazer suas compras”, explica a especialista em varejo Fabíola Paes.

A recente pesquisa “Tendências do Consumidor em Supermercados 2018/2019” da Associação Paulista de Supermercados (APAS), conduzida pelo IBOPE Inteligência, também dá uma amostra e revela a proximidade do consumidor brasileiro com o conceito omnichannel: 15% dos brasileiros já adquirem seus produtos de mercados via internet. 

O número fica ainda mais interessante quando o tema é pesquisa de preço. Conforme o levantamento, 32% pesquisam os itens das compras pela internet antes de sair de casa. Esse percentual sobe para 42% entre os entrevistados da classe A e atinge 30% quando o público é formado por clientes das classes C2, D e E. As pesquisas realizadas por aplicativos, os chamados “Apps de celular”, também chegam a 28%. 

Fabíola Paes, que é porta-voz da Neomode – uma startup voltada à integração de canais on-line e off-line do varejo –, ressalta essa força dos aplicativos para o supermercado que deseja crescer. “Dentro do conceito de varejo 4.0, a loja física precisa estar conectada com a on-line, que oferece a chamada prateleira infinita e a oportunidade de compra e pesquisa independente de dia e horário. Varejo conectado comercializa até 20% a mais, pois além de enviar ofertas exclusivas ao cliente, estimula a vontade de vir à loja”, destaca.

Tendência internacional

Fabíola observa que a convergência da integração de canais já é uma realidade na Europa, nos EUA e vem se fortalecendo cada vez mais com a ampliação dos supermercados autônomos. Entre os exemplos está a Amazon Go, que é totalmente automatizada e atende aos clientes apenas por meio de aplicativo como ferramenta. No Brasil essa realidade já existe há um ano com a chegada do Zaitt, o primeiro mercado inteligente da América Latina, 100% autônomo, sem filas, sem caixa, sem funcionários e aberto 24 horas.

Mesmo com tantos avanços e pesquisas que confirmam a eficiência do varejo conectado, ainda há muito a crescer por aqui. Dados da pesquisa da APAS revelam que 35% dos supermercadistas afirmam investir em novos sistemas de caixas e estoques, enquanto 25% acreditam nas redes sociais; 9% direcionam recursos para CRM. “Neste contexto, apenas 8% incorporaram as vendas online, 8% voltaram esforços para o self-checkout, apenas 7% adotaram aplicativos e 6% utilizam leitores de QR Code”, enumera a especialista. 

Assim, orienta Fabíola, um dos primeiros passos ao varejista que deseja entrar no universo omnichannel é a integração dos chamados “sistemas frente de loja” (físicos) com os sistemas on-line (e-commerce, aplicativo, chatbot e social commerce). “Quando integramos a operação fazemos com que toda a jornada de compra fique conectada e automatizada, colocando o consumidor no centro da operação e transformando as lojas físicas em minicentros de distribuição”.


Marlise

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