Treinar para reter: plano de saúde preventivo dos RHs, empresas investem em jovens talentos


Trainees e Estagiários: treinar para reter

Em meio ao apagão de talentos, programas de trainees e estagiários são uma opção de renovação do quadro de colaboradores, identificação de novos talentos e, mais que isso, uma nova saída preventiva para a saúde dos recursos humanos das empresas

Apagão de talentos, geração Y e banco de candidatos. Vislumbrando uma solução preventiva para perda de profissionais estratégicos, muitas empresas pensam em soluções que possibilitem ou ao menos diminuam a evasão que se torna cada vez mais real. No último mês, diversas empresas nacionais e multinacionais encerraram suas inscrições para seus programas de estagiários e trainees, mas por que contratar um jovem talento, com pouca experiência de mercado e investir num programa de recrutamento e seleção que pode durar de 1 a 2 anos? Para Joacir Martinelli, diretor executivo da Duomo Desenvolvimento, consultoria de educação corporativa que planeja e desenvolve soluções customizadas para o treinamento e fortalecimento do capital humano das organizações, a expectativa para tais tipos de programa é a oxigenação da cultura das empresas, além do papel social dos mesmos.

Para Martinelli, atualmente, trainees e estagiários passaram a ter um valor competitivo para as empresas, já que é possível conhecer mais profundamente o profissional em sua prática diária. “Enquanto eles têm seus conhecimentos mais frescos, sobretudo nos programas de trainees, por terem uma organização ainda mais complexa, no qual o colaborador passa pelo processo de job rotation (circulação por diferentes departamentos da empresa), além de diversos treinamentos específicos, conhecendo todos os setores da empresa e por serem treinados para ocuparem funções mais estratégicas”, avalia. Adriane Tombesi, gerente de desenvolvimento de RH da Renault, cliente da Duomo para os treinamentos de liderança nestes programas, completa: “O programa de trainees visa semear um pool de talentos que permitam a sustentabilidade do crescimento da organização e, por meio disso, desenvolver pessoas mais capacitadas para o futuro da empresa”.

O papel do sponsor e a importância do feedback

Além de administrar o banco de talentos, as companhias estão preocupadas em desenvolver uma mão de obra especializada de acordo com suas atuações. É o que sinaliza George Bettini, gerente sênior de Desenvolvimento Humano Organizacional da GVT, que possui dois programas voltados para o desenvolvimento de novos talentos, o EDUCAR, voltado para as áreas de Vendas, Operações, CRM e Televendas e o EDUTEC, atuante na área de engenharia e TI.

Parceira da Duomo Desenvolvimento para os treinamentos de diversas competências durante o programa de trainees, a GVT é uma das empresas que mais cresce na área de telecomunicações no país nos últimos anos e investe constantemente na avaliação e contratação de novos talentos. Segundo Bettini, o retorno do programa da empresa é praticamente imediato. “Os profissionais são envolvidos, comprometidos e todos são muito capacitados. Além disso, há feedback constante e a participação efetiva do gestor em todo o processo, complemetando as etapas de job rotation. Os colaboradores também contam com a orientação frequente de um tutor do próprio RH”, explica.

Martinelli também ressalta a importância de administrar as atitudes e expectativas dos profissionais menos experientes e dos mais antigos, mantendo um diálogo transparente e alinhando com a cultura e os valores da empresa para que o equilíbrio do programa seja mantido. Para Adriane Tombesi, o possível conflito entre gerações deve ser administrado por meio de conversas constantes a fim de mensurar as expectativas de ambos: trainees e gestores. E por falar em possíveis conflitos, a palavra final é sempre do sponsor (ou na tradução literal, patrocinador). “Não há programa de trainee eficaz sem o aval do sponsor, que na maioria das vezes é o próprio CEO ou presidente da empresa”, lembra Martinelli.

 

Alta performance em prol do futuro

No caso da GVT, Bettini conta que os executivos da têm conhecimento de todos os processos e avaliações do programa e sabem do rendimento dos colaboradores. “Na GVT os funcionários são incentivados a liderar pelo exemplo e seus resultados são frutos de suas performances. Sem esse feedback, isso não seria possível.”, revela. No último ano, por exemplo, o programa EDUTEC teve um aproveitamento de 100% dos colaboradores da área de engenharia e 80% em TI.

Além de prevenir o apagão de talentos, os programas de trainees se mostram como uma ferramenta na preparação de futuros líderes e na retenção dos ‘melhores’. “Quando bem estruturados, devem ser transparentes e demonstrar desafios aos participantes, permitindo visibilidade de carreira, aprendizado permanente e qualidade de vida, não só ganhos financeiros”, finaliza Martinelli.

Dicas para o gestor elaborar um bom programa de trainees

  • Tenha um sponsor: avalie se o presidente da empresa de fato assimilou a ideia do programa e está disposto a fazer valer suas premissas;
  • Mentoring/tutor: avalie se a empresa está preparada para aproveitar a contribuição dos trainees, senão será um grande investimento jogado fora!
  • Certifique-se que todas as possibilidades de aprendizado estarão disponíveis para os trainees: treinamentos consistentes, job rotation, projetos práticos, entre outros;
  • Para empresas que irão iniciar o programa: faça um benchmarking em outras empresas cujo processo já está mais madura, pesquise! E comece com um processo mais modesto para ganhar complexidade com a experiência.

 

Sobre a Duomo Desenvolvimento

A Duomo Desenvolvimento é uma consultoria de educação corporativa que planeja e desenvolve soluções customizadas voltadas para o aperfeiçoamento e o fortalecimento do capital humano das organizações, envolvendo disciplinas como desenvolvimento gerencial, comportamento empreendedor, liderança, desenvolvimento de equipes e de competências.

Fundada em 1999, é uma das poucas empresas nacionais certificadas pela MSI (Management Systems International), de Washington DC. Com atuação em mais de 15 estados brasileiros e na Argentina, tem como principais clientes Alcatel Lucent, ALL, Bosch, Cargill, Electrolux, Grupo Boticário, GVT, HSBC, Kraft Foods, Nissan, Positivo, Renault do Brasil, ThyssenKrupp, Volvo e Walmart.

Fontes:

– Joacir Martinelli: diretor executivo da Duomo Desenvolvimento, consultor organizacional formado em psicologia e especialista em psicologia social pela Kreativaktion Experiential Consulting Services (Meissen/Alemanha); membro da ACCT – Association For Challenge Course Tecnology (EUA), de normalização de Metodologia Experiencial e certificado pelo ICI – Integrated Coaching Institute (Los Angeles/EUA), para atuar com Processo de Coaching Executivo – único programa do Brasil com credenciamento internacional pelo ICF (International Coach Federation). Ministra aulas para MBA in company do ISAE/FGV (PR) e da Universidade Positivo.

– Mari Martins: diretora da Duomo Desenvolvimento, mestre em genética humana (Unesp) e consultora em recursos humanos certificada pela ICI – Integrated Coaching Institute (Los Angeles/EUA). Coautora do livro: Psicodrama e emancipação: a escola de Tietê. Editora Agora. Professora em MBAs do ISAE/FGV (PR).

Duomo Desenvolvimento Humano

Telefone (41) 3339-9180

www.duomodesenvolvimento.com.br

Informações para Imprensa

Débora Pimentel // 11 8536 6898

Eduardo Saraiva // 11 9527 8083

dp2comunicacao@terra.com.br

DP2 Comunicação


Compartilhar Conteúdo
Release / Artigo
Texto com Imagens
Vídeo
Youtube, Vimeo ou Vine
Áudio
Soundcloud ou Mixcloud
Imagem
Fotos e Imagens