Vocação hidroelétrica brasileira é destacada no Energy Summit 2011


Centenas de executivos estiveram reunidos na 12ª. edição do Energy Summit, que se encerrou na quinta-feira passada (4), no Rio de Janeiro. Em pauta, os caminhos e desafios para a consolidação do setor energético brasileiro, diante de um cenário internacional instável. Entre as várias conclusões, a de que a vocação para a hidroeletricidade ainda é ponto forte do Brasil.

No primeiro dia do encontro, durante o Seminário de financiamento e análise da viabilidade de investimentos em energia, o especialista sênior do setor de energia do Banco Mundial, Luiz Maurer, declarou acreditar que uma eventual crise econômica internacional, mesmo elevando o custo do crédito, não deverá atingir o Brasil de forma significativa.

No cenário interno, boas notícias do BNDES. Em sua palestra, a chefe do departamento de energia do banco, Marcia Souza Leal, disse acreditar que os recursos liberados para a área neste ano sejam 43% superiores aos de 2010, atingindo a casa dos 17 bilhões de reais. Os responsáveis por turbinar os desembolsos do banco para o setor elétrico neste ano são o início das obras de Belo Monte e a explosão da construção de parques eólicos e de linhas de transmissão.

No segundo dia do encontro, o presidente da EPE, Mauricio Tolmasquim, abriu a sessão plenária afirmando que o país será uma potência energética e ambiental. “Isso deve acontecer no decorrer deste século, em função das várias fontes de energia limpa e dos potenciais armazenados em cada uma delas” afirmou o executivo.

“O Brasil é um dos países que mais gera energia com fonte limpa e só usou 1/3 da capacidade hídrica total” afirmou Tolmasquim. “Contudo, dos 2/3 restantes talvez só se consiga levar adiante uns 60% em função da reação de ambientalistas” ponderou. Além de defender a hidroeletricidade como a forma mais barata de geração de energia, o executivo afirmou que

as hidrelétricas podem ajudar o ambiente. “Uma usina traz benefícios para a nação e o planeta, por não gerar gás carbônico; em áreas degradadas, pode gerar novos estímulos, com programas de incentivo à produção agrícola”, disse.

O presidente da EPE citou ainda que a capacidade da energia eólica, antes prevista em 143 mil megawatts, pode duplicar. Sobre etanol, Tolmasquim comentou que há grandes perspectivas para o mercado interno, mas dificuldades para o externo. O executivo ainda manifestou ter dúvidas quanto ao preço do gás, tanto em virtude do comportamento do mercado internacional, como das perspectivas de aproveitamento do gás das reservas do pré-sal.

Ao longo dos três dias do Energy Summit, a matriz energética brasileira foi amplamente discutida, com sessões específicas sobre petróleo, gás, termogeração, biomassa, etanol, biocombustíveis, energia eólica e energia nuclear.

Ao todo, a edição 2011 do Energy Summit contou com 14 patrocinadores e 75 apoiadores.

Patrocinaram o encontro a Tradener, CPFL Renováveis, BioEnergias Renováveis, Advocacia Waltenberg, ERSA – Energias Renováveis, Felsberg & Associados, IBS Energy, Mundivisas, Novozymes, Plugar, RSA,TGM,  Wobben WindPower, CAS e do escritório Trench, Rossi e Watanabe Advogados.


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